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domingo, 22 de abril de 2018

Retirada a passarela de Rio Grande da Serra



Por Diego Silva

Após longas 28 horas de serviço e planejamento, a CPTM e suas contratadas concluíram a retirada da passarela metálica da estação Rio Grande da Serra, na Linha 10-Turquesa. O serviço foi realizado desde às 18h desse sábado e foi concluído já na noite deste domingo. Agora, a passarela será destinada à um espaço onde será reformada e posteriormente recolocada em seu devido lugar. O blog acompanhou desde as primeiras movimentações na estação até a derradeira retirada.

Guindaste Mamuth posicionado em Rio Grande da Serra
As primeiras notícias a respeito da retirada da passarela chegaram em meados de março, por pessoas ligadas à empresa. O plano seria a reforma da estrutura, que já conta com bem mais de cem anos e encontrava-se interditada para uso há cerca de um ano. Inicialmente programada para o início deste mês, a retirada ocorreu somente neste feriado, forçando a interrupção do tráfego de trens entre Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires. O trajeto foi atendido por ônibus do PAESE.

Por volta das 20h deste sábado, as primeiras movimentações eram percebidas. Contando com um guindaste Mamuth e mais duas carretas de apoio, além de uma locomotiva Alco RS3 e o trem de apoio da rede aérea, os trabalhadores empenharam-se em terminar o suporte que sustentaria a estrutura, além de içar o mesmo para a posição correta. Porém, até por volta da meia noite, não houve nenhum grande avanço, pois a estrutura apresentava condições inseguras. Placas de concreto instaladas abaixo do piso começaram a cair nas primeiras tentativas de movimento, o que causou preocupação e a necessidade de uma outra estratégia. Deixamos o local por volta das 01h30 da manhã, devido a forte neblina que se instalou e a impossibilidade de continuar registrando os trabalhos.

Trabalhadores atuando no corte da passarela metálica em Rio Grande da Serra: quase 30 horas de serviço
Momento em que a passarela foi içada pelo guindaste
Neste domingo, por volta das 17h, retornamos à estação para verificar o andamento da obra e encontramos a mesma cena. Em conversa com um dos responsáveis, soubemos que houve a necessidade de quebrar parte da estrutura de concreto acima citada, para reduzir o peso bruto da estrutura, garantindo assim uma maior estabilidade. Logo, novamente foi posicionado o guindaste e reiniciado o procedimento de içar a passarela. A parte final do serviço foi cortar as partes fixas que ainda prendiam a estrutura às escadas. Já havia escurecido quando, enfim, a estrutura foi erguida e retirada de seu local. O fato foi comemorado pelos trabalhadores, que após quase trinta horas em atividade contínua, tiveram sucesso obtido em seu serviço. Agora, a estrutura centenária seguirá para reforma e aguardaremos por seu retorno.

Enfim retirada, estrutura metálica seguirá para reforma

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